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A HISTÓRIA DA LÍNGUA ESTRANGEIRA NA ESCOLA


Daiane Pereira , Carlos Alberto e Vanessa Lima

A LDB de 1996 torna o ensino de Línguas Estrangeiras obrigatório a partir da quinta série do Ensino Fundamental. O Art. 26, § 5º dispõe que:

Na parte diversificada do currículo será incluído, obrigatoriamente, a partir da quinta série, o ensino de pelo menos uma língua estrangeira moderna, cuja escolha ficará a cargo da comunidade escolar, dentro das possibilidades da instituição.

Em conversa informal com a Diretora Jocélia Novais Gonçalves, sobre o ensino da língua estrangeira moderna na Escola Estadual Luiz Navarro de Brito, tivemos o prazer de ouvi-la contar um pouco da história do ensino das Línguas Inglesa e Francesa, línguas presentes na estrutura curricular dessa instituição. É importante destacar que esta é a única escola a oferecer a Língua Francesa na cidade de Alagoinhas-Ba.
A diretora explicou que em 2007, quando chegou à escola já acontecia o ensino das duas línguas. Depois de dois anos, em 2009, a Língua Francesa parecia estar perdendo um espaço na escola, mostrava-se fragilizada. Isso se deveu à legitimação da Língua Inglesa como língua mais global, com forte presença em vários contextos, e, especialmente, como requisito necessário em concursos e vestibulares. A Língua Inglesa, desse modo, foi atendendo melhor as demandas dos alunos.
A preocupação com relação à permanência da Língua Francesa na escola foi se instalando. Em uma reunião entre Direção e Corpo Docente, ficou decidido que o ensino de Língua Francesa seria reduzido gradativamente. Em 2010, aconteceu a retirada na quinta série, ficando apenas na sexta serie para dar continuidade. Tal mudança gerou um movimento com objetivo de revitalizar a Língua Francesa. Uma das três professoras que formavam o quadro de docentes de Francês solicitou uma reunião durante o Conselho de Classe no Colegiado para rever a questão das Línguas Estrangeiras na Escola.
Durante a reunião, a Diretora argumentou e foi convincente sobre quão importante era a manutenção do ensino da Língua Francesa, que este seria um diferencial da instituição. Foi feita uma votação com pais, alunos e professores, e decidiram não suprimir o Francês, que permaneceu na quinta e sexta séries, enquanto o Inglês é lecionado na sétima e oitava série.
Observamos que este formato de ensino de línguas estrangeiras na Educação Básica pode interferir na organização do ensino e da aprendizagem de diversas maneiras. Os alunos oriundos de outras escolas que aprendem o inglês nas primeiras séries do Ensino Fundamental II aqui encontram uma dinâmica diferente, no que se refere aos conteúdos das séries subsequentes, às aprendizagens construídas pelos colegas, e ao livro didático adotado pela escola. É visível, principalmente, a falta de materiais didáticos compatíveis com este formato, para uma melhor qualidade no ensino de língua estrangeira. Quando se trata de Língua Francesa, esta carência é ainda mais acentuada.
Em 2014, a Escola, em acordo com a equipe de professores de Língua Inglesa, ao perceber que houve uma defasagem do ensino na sétima serie, pois os alunos estudavam conteúdos da quinta serie, e os alunos da oitava serie estudavam  assuntos da sétima, decidiu alterar a dinâmica, optando trabalhar os assuntos por semestre. Desse modo, a sétima serie estudaria os assuntos da quinta no primeiro semestre e os conteúdos da sexta no segundo. Na oitava serie, os alunos estudariam os assuntos da sétima e oitava.  Acredita-se que com essa nova metodologia vão diminuir as defasagens, permitindo o contato dos alunos com todos os conteúdos de Língua Inglesa no Ensino Fundamental. Há uma expectativa de resultados positivos ao final do ano.
Embora seja visível a fragmentação do ensino de línguas estrangeiras na escola por causa da carga horária, a Escola afirma não haver grandes problemas no processo de ensino e aprendizagem. Durante o Estágio, foi possível verificar o envolvimento dos alunos nas atividades realizadas, quando estes são desafiados a novas aprendizagens.
O ensino médio, recentemente implementado na escola, tem a Língua Inglesa como língua estrangeira. Como a Escola Estadual Luiz Navarro de Brito, todas as outras têm autonomia para trabalhar com língua estrangeira, seja Inglês, Francês ou Espanhol. Percebe-se que esta instituição de ensino socializa e permite a interação de alunos e professores, por meio da língua estrangeira para melhor compreensão do mundo moderno. Sobre isso, lembremos que os Parâmetros Curriculares Nacionais ressaltam que a aprendizagem da Língua estrangeira Moderna “qualifica a compreensão das possibilidades de visão de mundo e de diferentes culturas, alem de permitir o acesso a informação e á comunicação internacional, necessárias para o desenvolvimento pleno do aluno na sociedade atual”.  (PAIVA, 2003. p.53- 84).

Estágio de Língua Inglesa - UNEB  2014.1 (Professora Risonete Almeida) 




Texto histórico-descritivo sobre a Escola Estadual Luiz Navarro de Brito,  Alagoinhas-Bahia
Cibele Rêgo e Maria Aparecida de Jesus


A Escola Estadual Luiz Navarro de Brito foi criada no dia 28 de Janeiro de 2013 através da portaria 736/2003, situa-se na Rua 13 de Junho s/n no centro de Alagoinhas, área muito valorizada por ser situada perto de estabelecimentos requisitados pela população Alagoinhense como Clínica COP, Ginásio de Esportes, Colégio Municipal de Alagoinhas, SAC, Hospital Regional Dantas Bião, UNOPAR, Clínica Sermec, Estádio Municipal Antônio Carneiro (Carneirão), e outros. A instituição tem como entidade mantenedora o Governo do Estado da Bahia.
As informações aqui publicizadas foram coletadas por meio de pesquisas em documentos como Projeto Político Pedagógico e pesquisas realizadas em web sites. O acesso à internet se justifica pela necessidade de ampliação e solidificação das informações registradas em pesquisa realizada na escola, considerando que esta não dispõe de um acervo que consta dados históricos sobre a instituição cenário de nossa pesquisa, o que inviabiliza o aprofundamento através de uma pesquisa documental. Apesar da complexidade apresentada inicialmente, pela ausência do registro de informações na própria instituição e na Biblioteca Pública Municipal Maria Feijó, foi possível a conclusão da pesquisa a qual se materializa neste texto histórico-descritivo.
É importante ressaltar que no dia 28 de Janeiro de 2013, oficialmente, a Escola foi reconhecida pela portaria 736/2013, período em que surgiu a implantação dos Cursos Técnicos, e a segunda parte da instituição ficou conhecida como Centro Territorial de Educação Profissional Agreste de Alagoinhas/ Litoral Norte (CETEP), escola técnica que oferta diversos cursos, tais como: Segurança do Trabalho, Comércio, Informática, Nutrição Dietética, Enfermagem, Meio Ambiente, Edificações e Técnico em Desenho de Construção Civil.
Em épocas mais antigas, o Colégio Luiz Navarro de Brito segurava a tradição de ser considerado o maior e melhor Colégio público da cidade de Alagoinhas. A maioria dos estudantes era oriunda de camada social média alta. Hoje, a realidade se difere muito, o que, a nosso ver, representa uma mudança positiva, não elitista, inclusiva, pois atende as novas demandas sociais no contexto que exige aprendizagem. Nesse sentido, a escola atende alunos oriundos de bairros mais periféricos, a exemplo: Barreiro, Jardim Petrolar, Santa Terezinha, Alagoinhas IV, Rua do Avião, Alagoinhas Velha, Mangalô e os povoados Ponto do Beiju, Buri, Macaquinho, Panela, Papagaio, Estevão, Mangabeira, Cangula e Complexo de Sauipe.
O Colégio atualmente é estruturado com o Ensino Fundamental II e a modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA). Este é pautado na seção V, artigo 37 da LDB, no parecer nº 1 de 5 de Julho de 2000, que regem a Educação de Jovens e Adultos. Em 2004, implantou-se o curso de Aceleração II, Estágio I e Estágio II, hoje denominado tempo Formativo II. Este é formado pelo Eixo III, correspondentes a 5ª/6ª séries, Eixo V que corresponde a 7ª e 8ª séries. Assim, o currículo EJA é desenvolvido através dos Eixos Temáticos e os Temas Geradores – realidade vivenciada - que organizam as diferentes áreas do conhecimento – conhecimento históricos, socialmente construídos que favorecem a leitura crítica da realidade, requerendo dessas áreas, e por essa razão, a ação pedagógica deve ser planejada e acompanhada coletivamente.
O corpo docente do Colégio é composto atualmente por 61 professores distribuídos nos três turnos. A escola possui em seu quadro de funcionários 06 pessoas de apoio, 03 cozinheiras, 03 porteiros, 01 secretária escolar, 12 assistentes administrativos.
Quanto às instalações, possui 20 salas de aula, 01 biblioteca, 01 laboratório de informática, 01 sala de direção, 01 secretaria, 01 cozinha, 02 depósitos, 01 banheiro para os professores, 02 banheiros masculinos, 02 banheiros femininos, e uma extensa área livre. Dentro do espaço escolar há uma horta e uma quadra esportiva.
O colégio ao longo de sua existência vem desenvolvendo projetos que beneficiam os alunos e a comunidade, incentivando a participação e a cooperação dos alunos em suas atividades. É importante ressaltar que os professores e coordenadores visam à manutenção de um ensino público de qualidade, atuando com o dever de tentar construir sua história na sociedade.

 Estágio de Língua Inglesa UNEB - 2013.2 (Professor Adilson Correia)